segunda-feira, 21 de julho de 2008

Gótico

Atualizado em: 29/07/08
THE FIRST DAY









Meu primeiro dia no blog.... nem sei por onde começar... mas enfim, vamos lá!! Primeiro agradeço sua visita tentarei estar aki o maximo possivel, postando fotos, videos, curiosidades...trarei muita coisa sobre a subcultura gótica, sobre bandas como My Chemical Romance, Green Day, The Cure, Him, Sirenia, Épica, Rammstein, Scorpions e muito mais, além de sites relacionados ...espero q gostem bjusss










SUBCULTURA GÓTICA



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Ao longo da história, o termo Gótico foi usado como adjetivo ou classificação de diversas manifestações artísticas, estéticas e comportamentais. Dessa maneira, podemos ter uma noção da diversidade de significados que esta palavra traz em si.

Originalmente, Gótico deriva-se de Godos, povo germânico considerado bárbaro que diluiu-se aproximadamente no ano 700 d.C.. Como metáfora, o termo foi usado pela primeira vez no início da Renascença, para designar pejorativamente a tendência arquitetônica, criada pela Igreja Católica, da baixa Idade Média e, por conseqüência, toda produção artística deste período. Assim, a arquitetura foi classificada como gótica, referindo-se ao seu estilo "bárbaro", se comparado às tendências românicas da época.

No século XVIII, como reação ao Iluminismo, surge o Romantismo que idealiza uma Idade Média, que na verdade nunca existiu. Nesse período o termo Gótico passa a designar uma parcela da literatura romântica. Como a Idade Média também é conhecida como "Idade das Trevas", o termo é aplicado como sinônimo de medieval, sombrio, macabro e por vezes, sobrenatural. As expressões Gothic Novel e Gothic Literature são utilizadas para designar este sub-gênero romântico, que trazia enredos sobrenaturais ambientados em cenários sombrios como castelos em ruínas e cemitérios. Assim, o termo Gothicism, de origem inglesa, é associado ao conjunto de obras da literatura gótica.
Posteriormente, influenciado pela Literatura Gótica, surge o ultra-romantismo, um subgênero do romantismo que tem o tédio, a morbidez e a dramaticidade como algumas características mais significativas.

No final da década de 70 surge a subcultura gótica influenciada por várias correntes artísticas, como o Expressionismo, o Decadentismo, a Cultura de Cabaré e Beatnick. Seus adeptos foram primeiramente chamados de Darks, aqui no Brasil, e curtiam bandas como Joy Division, Bauhaus, The Sisters of Mercy, entre tantas outras. Atualmente, a subcultura gótica permanece em atividade e em constante renovação cultural, que não se baseia apenas na música e no comportamento, mas em inúmeras outras expressões artísticas.

Nos meados da década de 90, viu-se emergir uma corrente cultural caracterizada por alguns elementos comportamentais comuns ao romantismo do século XVIII, como a melancolia e o obscurantismo, por exemplo. Na ausência de uma classificação mais precisa, esta corrente foi denominada Cultura Obscura. Porém, de forma ampla e talvez até equivocada, o termo Goticismo também é usado para denominá-la.

A Literatura é uma das expressões mais utilizadas. É através da composição poética que se confrontam os temores e se revelam os mais profundos sentimentos e desejos da alma. É, também na literatura, que se encontra uma definição estética e ideológica sobre os vários aspectos que compõem a cultura gótca.Mais precisamente, podemos citar o Romantismo como a principal referência da Cultura Obscura,tras a potencialização das emoções. Além do individualismo e subjetivismo. O autor inglês Horace Walpole o fez sob uma perspectiva soturna, Sua obra, O Castelo de Otranto, de 1764, é considerada a precursora do que viria a ser classificado como Gothic Novel. No Brasil, conhecido como Romance Gótico ou Literatura Gótica.No Brasil, o Romantismo iniciou-se "oficialmente" em 1836, com a obra de Gonçalves de Magalhães, Suspiros poéticos e saudades.Influenciado diretamente pela Gothic Novel, o ultra-romantismo teve como principais características a evasão, tédio, morbidez, subjetivismo, saudosismo e predileção pelo noturno.

O escritor paulista Álvares de Azevedo, ávido leitor de Byron, surgiu como poeta e contista no ano de 1848 e é considerado um dos maiores autores ultra-românticos do país. Além dele, outros nomes como Casimiro de Abreu, Bernardo Guimarães, Junqueira Freire, entre outros, destacam-se como grandes expoentes do ultra-romantismo, que também ficou conhecido pejorativamente, como mal-do-século.

Autores como Ann Radcliffe, Allan Poe, Lord Byron, Lovecraft, Baudelaire e Álvares de Azevedo são amplamente consumidos entre os apreciadores da Cultura.

O Gothic Metal, nome dado ao estilo que combina Metal e Neo-Clássico, traz em letras e arranjos uma boa parte dos temas abordados na Cultura Obscura: alusão a obras literárias e mitologia, trechos em latim e arcaísmos, entre outros aspectos.
Há também o uso de orquestras e vozes sopranos entrelaçadas com as características vocalizações urradas e guitarras do Metal. Mesmo havendo um conceito de que o estilo e até mesmo a expressão Gothic Metal tenham sido criadas com objetivos exclusivamente comerciais, a qualidade e ousadia do Gothic Metal prevalecem sobre os argumentos. Além do Gothic Metal e de outras variações do Metal (como o Doom e o Black), outros estilos também são amplamente consumidos entre os adeptos da Cultura Obscura, como por exemplo música medieval e renascentista, e referências de compositores clássicos e neo-clássicos. Ainda, estilos mais suaves como New Age, Dark Atmospheric (ou Dark Ambient) e Ethereal.

Neste caso, a sonoridade também é composta por elementos de música erudita, como o canto lírico, que se somam a timbres eletrônicos e acústicos. Mas, diferentemente do Metal, traz uma sonoridade sutil que almeja atingir diretamente a alma.


Porém, se desconsiderarmos os rótulos que são criados e aplicados ao longo do tempo, irão sobressair a qualidade e sofisticação da música absorvida, cultuada pela Cultura Obscura. Independentemente dos estilos, o fator mais significativo é a identificação que há entre o que se ouve e o que se sente.

veja algumas Bandas apreciadas pela Cultura Gótica em:

http://www.spectrumgothic.com.br/musica/bandas.htm






Nos últimos tempos, a subcultura gótica e a cultura obscura ganharam destaque na sociedade através da grande quantidade de informações transmitidas por diversos canais, principalmente a Internet. Este fato criou uma densa camada de mitos e confusões que envolvem os góticos e os obscuros.

Não há um estatuto que defina a personalidade de um adepto dessas Culturas Obscura. Não há mandamentos a serem seguidos. Há apenas, um conjunto de características. Embora nem sempre, seja comum a todos os adeptos.

O objetivo deste texto é um esclarecimento definitivo em relação às Culturas Obscura e Gótica. É necessário expor a face real que abriga sólidas manifestações artísticas e sociais, e não é movida pelos modismos fúteis e consumistas de nossa sociedade. Assim, façamos alguns esclarecimentos:

  • Os adeptos da Cultura Obscura e Gotica possuem uma percepção artística diferenciada. Isto lhes permite contemplar situações pouco comuns para as outras pessoas.
  • Esta percepção é natural à sua personalidade e é desenvolvida, muitas vezes inconscientemente, ao longo de sua vida. Num determinado momento, descobre-se a Cultura Obscura e Gótica e ocorre uma identificação imediata.
  • Freqüentam cemitérios para ler, ouvir música ou apenas refletir sobre a própria existência, aproveitando o aspecto de paz e tranqüilidade e a arte das esculturas tumulares, por exemplo. É falso o conceito de que vão ao cemitério para roubar, destruir ou praticar rituais.
  • Possuem uma personalidade introspectiva. Não são depressivos, pessimistas ou agressivos.
  • Tristeza e melancolia não são sentimentos negativos. São apenas estados de espírito dos quais, muitas vezes, são fontes de inspiração.
  • São pessoas que valorizam a arte e a intelectualidade. Muitos, por exemplo, estudam e pesquisam sobre História, Literatura, Cinema, Música, Sociologia etc.
  • Na Cultura Obscura e Gótica, não há uma religião específica a ser seguida. Geralmente, se interessam por temas ocultistas, mas podem ser Católicos, Evangélicos, Neopagãos etc. Podem seguir uma crença pessoal ou até mesmo serem Ateus. É falso o conceito de que todos são satanistas ou anticristãos.
  • Não há uma ideologia política específica. Aliás, é raro encontrar alguma citação política entre os adeptos. Normalmente só há o conceito de contra-movimento social.
  • Não se vestem exclusivamente com roupas pretas e nem todos usam maquiagem e acessórios metálicos.
  • A música produzida na subcultura gótica, principalmente no período da década de 80, é um dos estilos cultivados. Mas outros estilos como o Metal, Clássico e Ethereal, também são muito consumidos.
  • Não há rivalidade com nenhum outro grupo social.
  • Os adeptos da Cultura Obscura e Gótica são pessoas sociáveis e aceitam as individualidades de forma natural. Independentemente de seus valores, crenças, etnia, situação econômica ou orientação sexual. Assim, encontra-se de todas as etnias: brancos, negros, pardos etc. É falso o conceito de que são todos brancos ou pálidos.
  • São socialmente e economicamente tão produtivos quanto qualquer outra pessoa.



Há algumas semelhanças entre Cultura Obscura e Subcultura Gótica. Mas há também diferenças essenciais que as tornam distintas. Por exemplo, a Cultura Obscura caracteriza-se por valores individuais e não possui raízes históricas concretas como a subcultura gótica.

Obscuro, Sombrio ou Gótico podem ser adjetivos de diversos contextos e conotações. Mas é, principalmente, o espelho que reflete uma personalidade.






fonte: spectrumgothic










Saiba mais:

http://www.spectrumgothic.com.br/gothic/gotico_historico.htm


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Um comentário:

Anônimo disse...

Goste d+ do texto bem explicado, gostei ainda + das imagens, salvei quase todas!!kkk
Parabéns pelo seu pensamento!
:p